Tereos conquista certificação Regenagri em usina paulista
13-02-2026

Unidade Cruz Alta em Olímpia é a primeira do estado a obter selo internacional de agricultura regenerativa

Por Andréia Vital

A Tereos recebeu a certificação internacional Regenagri para a unidade Cruz Alta, localizada em Olímpia no interior de São Paulo, e se tornou a segunda empresa do setor sucroenergético no país a alcançar o reconhecimento. Com o resultado, a companhia passa a ser a primeira usina certificada no principal polo produtor de cana do Brasil, reforçando a estratégia de sustentabilidade no mercado de açúcar e etanol.

A auditoria externa avaliou práticas de agricultura regenerativa implementadas na operação. Entre os critérios atendidos estão o aumento do uso de matéria orgânica no solo, a aplicação de biofertilizantes obtidos a partir do processamento da cana, a adoção de cobertura vegetal entre ciclos produtivos e o monitoramento com manejo biológico de pragas. Também foram considerados o aproveitamento de água de chuva nas atividades industriais e o uso de energia renovável integrada ao modelo operacional da unidade.

Segundo Felipe Mendes, diretor de Sustentabilidade, Novos Negócios e Relações Institucionais da companhia, a certificação consolida o compromisso com a regeneração do solo, a ampliação da resiliência produtiva e o avanço da agenda de descarbonização. Ele afirma que o reconhecimento indica que é possível expandir a produção com responsabilidade ambiental e governança alinhada às exigências do mercado.

O programa Regenagri é uma iniciativa internacional que certifica fazendas e cadeias de suprimentos com base em auditorias independentes. O selo valida indicadores relacionados à saúde do solo, biodiversidade e gestão hídrica. No caso da Tereos, a certificação é válida até 2028.

Para os próximos anos, a companhia pretende ampliar o manejo regenerativo, com foco na redução de insumos sintéticos, no fortalecimento da biodiversidade e na expansão de soluções biológicas no cultivo de cana, em linha com metas corporativas de sustentabilidade e com a crescente demanda por produtos de menor intensidade de carbono.