USDA projeta leve alta na oferta de açúcar em 2025/26
11-02-2026

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WASDE indica maior produção de açúcar nos EUA

Por Seane Lennon

O boletim mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o WASDE, divulgado nesta terça-feira (10), indica que a oferta de açúcar dos Estados Unidos em 2025/26 deve registrar leve aumento, uma vez que o crescimento da produção mais do que compensa a redução das importações. De acordo com o relatório, a produção total de açúcar está projetada em 9,410 milhões de toneladas curtas, valor bruto (STRV).

O USDA informou que a produção de açúcar de cana na Louisiana para o ano fiscal de 2025/26 foi revisada para cima em 29.000 STRV, com base em uma avaliação completa da safra. O boletim aponta que a produção de açúcar de cana na Flórida e a produção de açúcar de beterraba permanecem inalteradas. No comércio externo, o total de importações para 2025/26 foi revisado para baixo em 11.583 STRV, totalizando 2,243 milhões de STRV. O relatório registra que o déficit de cotas tarifárias (TRQ) aumentou em 50.342 STRV, em função da projeção de menores importações das Filipinas, movimento parcialmente compensado por importações adicionais de açúcar bruto com tarifa de alto nível, no volume de 38.759 STRV, contabilizadas desde o WASDE de janeiro.

Segundo o USDA, não houve alterações no uso de açúcar para 2025/26. Os estoques finais totais projetados em 1,940 milhão de STRV resultam em uma relação estoque final/uso de 15,89%. Para a safra 2024/25, o boletim informa que uma investigação do USDA identificou um erro nos relatórios das refinarias, que classificavam remessas para outras refinarias como entregas para consumo humano. A correção reduziu as entregas em 186.607 STRV, para 12,340 milhões de STRV, ao mesmo tempo em que elevou, no mesmo montante, o componente de remessas menos recebimentos da categoria “Diversos”. O relatório destaca que o uso total e os estoques finais não sofreram alterações após o ajuste.

No México, a produção de açúcar para 2025/26 foi revisada para baixo em 23.000 toneladas métricas, para 5,024 milhões de toneladas, em razão da menor área de colheita. Com base na análise do FAS Post, o USDA aponta pequenas alterações nas importações, implicando leve redução nas entregas, além de revisão para baixo dos estoques finais. O boletim informa que não houve mudanças nas exportações sob licença para os Estados Unidos.

Fonte: Agrolink