Usina Caeté amplia irrigação e mira 70% da área cultivada
13-09-2026

Investimentos foram detalhados pelo engenheiro agrônomo Marcelo Augusto, da Usina Caeté, em entrevista à CanaOnline

A irrigação ocupa posição estratégica na produção de cana-de-açúcar da Usina Caeté, em São Miguel dos Campos (AL). Dos cerca de 26 mil hectares cultivados pela unidade, aproximadamente 13 mil já contam com algum sistema de irrigação. A empresa pretende avançar ainda mais e atingir 70% de sua área irrigada.

Os investimentos foram detalhados pelo engenheiro agrônomo Marcelo Augusto, da Usina Caeté, em entrevista à CanaOnline, durante o 7º Seminário de Irrigação em Cana-de-Açúcar (Irrigacana), realizado nos dias 9 e 10 de setembro, em Ribeirão Preto (SP).

Atualmente, a Caeté possui mais de 8,2 mil hectares atendidos por sistemas lineares e mais de 900 hectares com gotejamento. Outros 400 hectares estão em implantação. O plano diretor da empresa prevê superar a marca de 5 mil hectares irrigados por gotejamento.

Para viabilizar a expansão, a usina adotou projetos com lâmina reduzida, de 2 milímetros por dia. Segundo Marcelo, a mudança foi definida após estudos das condições climáticas e do período de colheita e permitiu reduzir entre 30% e 40% o custo de implantação do gotejamento.

“Como não temos muita água disponível, conseguimos encaixar o projeto no nosso manejo, com menor custo”, afirmou. A expectativa é reduzir a participação do cultivo de sequeiro dos atuais 51% para cerca de 30% da área total.

Nos últimos dois anos, a Caeté intensificou os investimentos em automação das casas de bombas. Hoje, 38 eletrobombas operam com acionamento automatizado e são acompanhadas por uma central de monitoramento, estrutura que não existia na unidade até então.

“O controle remoto deve proporcionar maior eficiência produtiva, uniformidade de aplicação e padronização das operações”, observou Marcelo. A empresa planeja levar a automação também aos sistemas de gotejamento e aos equipamentos lineares.

Na avaliação de Marcelo, há uma evolução clara de produtividade à medida que aumenta o nível tecnológico empregado. O cultivo de sequeiro apresenta o menor rendimento, seguido pela irrigação suplementar e pelos sistemas lineares. O gotejo ocupa o topo em eficiência de aplicação e produtividade nas condições da região.