Usina Caeté investe em variedades de cana adaptadas a mecanização, irrigação e personalizadas
A Usina Caeté, unidade do Grupo Carlos Lyra, localizada em São Miguel dos Campos, Alagoas, região de relevo plano, chamado de tabuleiro, foi pioneira na colheita mecanizada de cana no Nordeste. Nesta safra, 70% da cana será colhida com máquina, a unidade tem o potencial para mecanizar 95% de seus canaviais.
Para reduzir perdas com a mecanização, a Caeté investe no desenvolvimento de variedades de cana que atendam às exigências das máquinas. Eraldo Pereira Barros Júnior, Supervisor de Planejamento Agrícola, observa que a Unidade empreende um trabalho assíduo com melhoramento genético das variedades. A Caeté é associada aos quatro principais programas de melhoramento do Brasil, Ridesa, CTC, IAC e Nufarm (ex-Nuseed).
O campo demonstrativo da Caeté conta com 40 variedades desses programas. “Realizamos toda a avaliação de competição entre elas, junto ao padrão, e selecionamos materiais que sejam melhores que os que compõem nosso canavial. Substituímos por essas variedades de melhor potencial, trazendo maior benefício financeiro e agrícola”, diz Eraldo.
A mecanização cresce no Nordeste gerando um novo ambiente de produção, exigindo variedades de cana adaptadas a essas condições. Eraldo salienta que a Caeté está em parceria com os programas de melhoramento genético desde as primeiras fases do desenvolvimento de variedades e entre as características mais exigidas estão as voltadas à colheita mecanizada. “É um outro perfil de cana. Ereta, com uma quantidade de palha possivelmente menor, e com um nível de maturação diferente, porque a queima também facilita a maturação. A ausência da queima influencia no desempenho de concentração de açúcar das variedades.”
A Caeté também visa variedades personalizadas para sua região, a irrigação e quer agilizar a introdução de novas variedades em seu plantel.
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