Usina Jacarezinho bate recordes na Safra 25/26 com aumento de produtividade e investimentos em bioenergia
30-01-2026

Safra 25/26 supera expectativas mesmo com clima adverso

A Usina Jacarezinho, do Grupo Maringá, encerrou a Safra 25/26 com moagem de 2,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando em cerca de 35% o volume da safra anterior (2,14 milhões de toneladas).

O ciclo foi marcado por desafios climáticos, incluindo geadas, incêndios e estiagem prolongada, mas mesmo diante dessas condições, a unidade registrou avanços significativos em produtividade agrícola.

Segundo a Emater, os indicadores da safra alcançaram 94,11 toneladas colhidas por hectare (TCH) e 12,58 toneladas de Açúcar Total Recuperável por hectare (TAH), consolidando a tendência de evolução produtiva da usina.

Tecnologia e manejo agrícola impulsionam resultados

O diretor de Operações Sucroenergéticas, Ricardo Zanata, destacou que os resultados refletem práticas contínuas de manejo agrícola, como:

  • Correção e preparo profundo do solo;
  • Controle de tráfego nas lavouras;
  • Planejamento varietal;
  • Uso crescente de insumos biológicos e orgânicos.

Essas estratégias permitiram maior resiliência dos canaviais, mesmo diante de eventos climáticos adversos, reforçando o potencial produtivo da unidade.

Perspectivas para a Safra 26/27

A Usina Jacarezinho projeta moagem de cerca de 2,9 milhões de toneladas na próxima safra, com investimentos estimados em R$ 10 milhões voltados à:

  • Aprimoramento da colheita;
  • Reforço da estrutura industrial;
  • Ampliação da cogeração de energia, com a fase II do projeto Maringá Energia.

O CFO do Grupo Maringá, Eduardo Lambiasi, destacou que a empresa busca aumentar a flexibilidade industrial entre produção de açúcar e etanol, além de fortalecer a geração de bioenergia.

Produção de açúcar, etanol e levedura

Na Safra 25/26, a produção agrícola foi distribuída da seguinte forma:

  • 60% para açúcar (41% branco e 59% bruto);
  • 40% para etanol, sendo 70% hidratado e 30% anidro.

A produção de leveduras (inativa, autolisada e parede celular) totalizou 3,48 mil toneladas, 24% acima do projetado, com meta de 3,57 mil toneladas para a próxima safra, reforçando a diversificação do portfólio.

Bioenergia e Maringá Energia II

O ciclo 25/26 também destacou-se pela geração de energia elétrica a partir do bagaço da cana, com 120,3 mil MWh produzidos, superando a previsão inicial.

Com a ampliação do projeto Maringá Energia II, a expectativa é chegar a 206,5 mil MWh na Safra 26/27, mais que dobrando a capacidade e fortalecendo a relevância da bioenergia nas operações do grupo.

Inovação agrícola: biológicos e fertilizantes

A Biofábrica produziu mais de 67 mil litros de bioprodutos, como bionematicidas, biofungicidas e biossolubilizadores, integrados às práticas de manejo para:

  • Proteção das raízes;
  • Aumento do vigor das plantas;
  • Maior tolerância a estresses climáticos.

A fábrica de fertilizantes líquidos, em operação plena, produziu internamente os fertilizantes aplicados via vinhaça localizada, com investimento de R$ 3,3 milhões, permitindo novas formulações e maior eficiência agronômica.

Investimentos e preparação para desafios climáticos

Durante a Safra 25/26, foram aplicados R$ 34,2 milhões em melhorias agrícolas e industriais.

Para a Safra 26/27, a previsão é de R$ 10,5 milhões, voltados a:

  • Reforço da colheita;
  • Ampliação da estrutura industrial;
  • Expansão da cogeração de energia.

Além disso, a usina investe em monitoramento de incêndios com inteligência artificial e reforço da resposta rápida, preparando-se para eventos climáticos extremos.

Fonte: Portal do Agronegócio