Usina Jacarezinho cresce 35% na safra 2025/26 e reforça investimentos em produtividade e bioenergia
13-02-2026
Unidade processa 2,88 milhões de toneladas de cana e registra avanços em eficiência agrícola, geração de energia e uso de biotecnologia
Moagem de cana cresce 35% mesmo sob adversidades climáticas
A Usina Jacarezinho encerrou a safra 2025/26 com um desempenho expressivo: foram 2,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas, um crescimento de 35% em relação ao ciclo anterior, quando o volume havia sido de 2,14 milhões de toneladas.
O resultado foi obtido mesmo diante de desafios climáticos severos, como geadas, incêndios e um longo período de estiagem, que afetaram os canaviais ao longo do ano.
Produtividade agrícola e qualidade da cana atingem recordes
Além do aumento na moagem, os principais indicadores agrícolas da usina apresentaram evolução significativa. A produtividade média alcançou 94,11 toneladas de cana por hectare, enquanto o Açúcar Total Recuperável (ATR) chegou a 12,58 toneladas por hectare.
Segundo Ricardo Zanata, diretor de Operações Sucroenergéticas da Usina Jacarezinho, o resultado é fruto de um trabalho técnico consistente.
“Esses números refletem anos de aprimoramento no manejo agrícola, com foco na correção profunda do solo, controle de tráfego, planejamento varietal e uso crescente de insumos biológicos e orgânicos. Esse conjunto de práticas aumentou a resiliência dos canaviais frente às adversidades climáticas”, explica o executivo.
Mix produtivo garante equilíbrio entre açúcar e etanol
Na safra 2025/26, o mix de produção da usina ficou dividido entre 60% de açúcar e 40% de etanol.
Do total de açúcar fabricado, 41% foram do tipo branco e 59% do tipo bruto. Já na produção de etanol, o hidratado respondeu por 70% do volume, e o anidro, por 30%, o que proporcionou flexibilidade operacional durante o ciclo.
Produção de leveduras cresce 24% e diversifica portfólio
Outro destaque da safra foi o aumento na produção de leveduras, que atingiu 3,48 mil toneladas, superando em 24% a meta inicial. A produção contempla leveduras inativas, autolisadas e de parede celular, que vêm ganhando espaço como nova frente de negócios no grupo.
Para a safra 2026/27, a meta é alcançar 3,57 mil toneladas, ampliando a participação da biotecnologia no portfólio da companhia.
Geração de bioenergia supera metas e deve dobrar em 2026/27
Na área de bioenergia, a unidade Maringá Energia, ligada à usina, deve encerrar a safra com 120,3 mil MWh gerados a partir do bagaço da cana, superando a previsão inicial.
Com a expansão do projeto Maringá Energia II, a expectativa para o próximo ciclo é mais que dobrar a produção, alcançando 206,5 mil MWh, consolidando a bioenergia como um pilar estratégico de sustentabilidade e rentabilidade dentro do grupo.
Biofábrica e fertilizantes líquidos reforçam inovação no campo
A biofábrica da Usina Jacarezinho também se destacou nesta safra, com a produção de mais de 67 mil litros de insumos biológicos, incluindo bionematicidas, biofungicidas, biopromotores de crescimento e biossolubilizadores. Esses produtos estão sendo integrados ao manejo agrícola, fortalecendo o sistema radicular das plantas e melhorando sua tolerância a estresses climáticos.
A fábrica de fertilizantes líquidos, inaugurada no ciclo anterior, operou em plena capacidade, permitindo a produção interna de todos os fertilizantes utilizados na aplicação de vinhaça localizada. O investimento de R$ 3,3 milhões resultou em novas formulações, com ganhos de eficiência e qualidade agronômica.
Investimentos sustentam crescimento e projetam nova expansão
Ao longo da safra 2025/26, a Usina Jacarezinho investiu R$ 34,2 milhões, com foco nas áreas agrícola e industrial. Os recursos garantiram a modernização da infraestrutura produtiva, a melhoria operacional e a preparação da unidade para os próximos ciclos.
Para a safra 2026/27, estão previstos R$ 10,5 milhões em novos investimentos, voltados ao reforço da capacidade de colheita, modernização industrial e ampliação da geração de energia.
“A projeção é manter o patamar operacional de cerca de 2,9 milhões de toneladas de cana processadas. Para isso, os investimentos continuarão voltados à eficiência e à sustentabilidade”, destacou Eduardo Lambiasi, CFO do Grupo Maringá.
Sustentabilidade e tecnologia moldam o futuro da usina
Além dos investimentos produtivos, a companhia desenvolve projetos de inovação e prevenção ambiental, incluindo sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial e o reforço de equipes de resposta rápida. As ações fazem parte da estratégia de preparação para eventos climáticos extremos e consolidam a usina como referência em sustentabilidade e tecnologia no setor sucroenergético.
Fonte: Portal do Agronegócio

