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Usina Utinga tem como meta chegar, em três anos, a 3 mil hectares de cana com irrigação por gotejo

A irrigação em cana-de-açúcar, pela mudança climática, por aumentar a produtividade e longevidade dos canaviais e manter o volume de produção estável, ganha espaço no setor bioenergético. Na região Nordeste, essa tecnologia não é novidade, já no Centro-Sul ainda enfrenta tabus.

Inaldo Nascimento, gerente agrícola da Usina Utinga, localizada em Rio Largo, Alagoas, atua no setor bioenergético há mais de 20 anos, começou nas usinas do Nordeste, trabalhou em unidades do Centro-Sul e retornou para Alagoas. Conhece o cenário dos canaviais nas duas regiões. “A realidade do Nordeste é totalmente diferente. No Centro-Sul o verão é chuvoso e aqui o nosso verão é seco. É quando ocorre a maior taxa de fotossíntese e crescimento da cana. Então, precisa de água, precisa de dissolvente para poder fazer com que essa taxa de crescimento seja a ideal. O Grupo EQM vem investindo muito forte em irrigação”, diz Inaldo.

A Usina Utinga é uma das três unidades do Grupo EQM, as outras duas são a Usina Cucaú, em Pernambuco, e a Estivas, no Rio Grande do Norte. Na Utinga, investir em irrigação por gotejamento é um dos focos da empresa, que espera alcançar em três anos, 3 mil hectares, que representarão em torno de 20% da área total irrigada. O outro sistema adotado é a aspersão.

Com a irrigação, principalmente a de gotejo, o objetivo é crescer a produção de forma vertical. A produtividade esperada é de 150, 160 toneladas de cana por hectare. Para potencializar o uso da tecnologia, a Utinga tem alocado variedades de cana responsivas à irrigação e instalado o sistema nos melhores ambientes de produção, por exemplo, em áreas planas, que facilitam a implantação das mangueiras.

O Grupo EQM, com a adoção da irrigação por gotejo, tem como meta obter mais toneladas de cana e açúcar por hectare, além de promover o uso eficiente da água.

Veja a entrevista.