VLI bate recorde no transporte de grãos e farelos em 2025
25-03-2026
Movimentação atinge 23 mi t e cresce 16% nos corredores logísticos
Andréia Vital
A VLI, companhia de soluções logísticas que integra ferrovias, portos e terminais, registrou recorde na movimentação de grãos e farelos em 2025. O volume transportado pelas ferrovias alcançou 23 milhões de toneladas úteis, alta de 16% em relação a 2024. Nos portos operados pela empresa, o embarque somou 15,4 milhões de toneladas, avanço de 14% na mesma base de comparação.
Segundo Carolina Hernandez, diretora Comercial da VLI, o desempenho reflete a estratégia de integração logística e a proximidade com os clientes do agronegócio. “Os recordes demonstram a confiança dos clientes e a solidez do modelo operacional, que conecta regiões produtoras aos portos com eficiência e segurança, além de contar com menor emissão de carbono nas operações ferroviárias”, afirma.
A companhia opera três principais corredores logísticos. O Sudeste liga o Centro-Oeste à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica. O Leste conecta o Triângulo Mineiro aos portos de Vitória com integração entre a FCA e a Estrada de Ferro Vitória a Minas. Já o Norte atende regiões produtoras do Centro-Norte com acesso aos portos do Maranhão, combinando a Ferrovia Norte-Sul, a Estrada de Ferro Carajás e terminais integradores.
A VLI manteve crescimento em 2025, com movimentação ferroviária total de 43,5 bilhões de toneladas por quilômetro útil, alta de 4% frente a 2024. Nos portos, o volume embarcado chegou a 43,9 milhões de toneladas, avanço de 2%.
O desempenho financeiro acompanhou a evolução operacional. O Ebitda somou R$ 5,26 bilhões, enquanto a receita líquida atingiu R$ 9,95 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 1,40 bilhão, crescimento de 5,3% na comparação anual, impulsionado por iniciativas de refinanciamento de dívidas e redução de despesas financeiras. A margem Ebitda alcançou 52,9%, com ganho de 0,5 ponto percentual.
Pelo segundo ano consecutivo, a companhia investiu cerca de R$ 3,5 bilhões em ativos e concessões, equivalente a 35% da receita líquida. O volume representa 2,5 vezes o lucro líquido do período e reforça a estratégia de expansão da capacidade logística voltada ao escoamento de commodities agrícolas.

